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I Seminário Regional do Sudoeste da Pessoa Idosa reúne autoridades da OMS em Pato Branco

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O evento discutiu importantes ações de políticas públicas que preconizam a qualidade de vida no processo de envelhecimento

A Prefeitura de Pato Branco, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, com o apoio do Comitê Gestor Cidade Amiga do Idoso, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Família Rotária e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou nos dias 05 e 06 de março, o I Seminário Regional do Sudoeste do Paraná da Pessoa Idosa.

A comitiva, formada por representantes da Rede Global das Cidades e Comunidades Amigáveis à Pessoa Idosa, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa com o Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (SEJUF) e da deputada federal, Leandre Dal Ponte, foi recepcionada no fim da tarde de quinta-feira (05), no Largo da Liberdade, pelos grupos que participam do Programa Cidade Amiga do Idoso. Na oportunidade, os idosos puderam apresentar as atividades que desenvolvem junto ao Programa oferecido pelo município, como danças, esportes, iniciação à tecnologia, musicalização, entre outros.

Dia 5 – Palestra Envelhecimento Saudável

Com a presença de autoridades a nível estadual e federal e um grande público formado por profissionais, entidades e sociedade em geral que atuam no planejamento e execução de políticas para a pessoa idosa, o evento de quinta-feira a noite (05), contou com a palestra do Chefe da Unidade Curso de Vida Saudável da OPS/OMS, Dr. Enrique Veja García, médico cubano que atualmente reside em Washington D.C, abordando o tema “Curso de Vida e Envelhecimento Saudável”.

De acordo com o Dr. Enrique Vega García, o envelhecimento é um dos desafios mais importantes para a sociedade e que possui um curto espaço de tempo para que seja colocado em prática. “Esse processo é muito curto, de modo que as experiências regionais são essenciais para encontrar soluções para que o envelhecimento aconteça de maneira saudável, de maneira ativa e produtiva, para que tenham mais tempo em família e que continuem contribuindo de maneira apropriada, sentindo-se úteis e parte da sociedade como um todo”, relata.

Segundo a Coordenadora na Unidade Técnica da Família, Gênero e Curso de Vida (OPAS/OMS), Dra. Haydee Padilha, o trabalho intergeracional propõe um novo olhar sobre o envelhecimento, pois trabalha com várias gerações. “Tudo o que você faz ou deixa de fazer antes de envelhecer influencia no futuro e nosso desafio é como conscientizar a população sobre a necessidade dessa nova maneira de pensar. E ainda, de como nós, das diferentes instituições, devemos ter esse olhar sobre a importância em trabalhar com crianças e adolescentes para se tornarem idosos saudáveis e ativos”, enfatiza.

A deputada federal, Leandre Dal Ponte, apontou o compromisso assumido pelo município de Pato Branco, colocando em prática ações que vêem apresentando resultados positivos e que são exemplos de políticas públicas voltadas aos idosos. “Temos aqui em Pato Branco, políticas que vão desde o seu nascimento, para quando a pessoa envelhecer, ela possa ter 30 anos a mais de expectativa de vida, mas que possa ter vida durante esses anos, como nos foi mostrado aqui hoje, quantos idosos fazendo atividades. Vejo que o município tem competência para mostrar para o Paraná, para o Brasil e para o mundo que tem feito a diferença nesse fenômeno global do envelhecimento.”

Segundo o prefeito, Augustinho Zucchi, o I Seminário Regional da Pessoa Idosa, teve como principal objetivo discutir políticas públicas para aperfeiçoar cada vez mais aquilo que pode ser feito para a terceira idade envelhecer com qualidade de vida.  “Nossa meta é que Pato Branco seja uma cidade modelo para o Brasil e que trate o idoso com o respeito que ele merece. Com um trabalho em conjunto com todas as secretarias, percebemos que estamos melhorando a cidade não apenas para os idosos, mas para todos que vivem nela”, conclui.

Dia 6 – Mesa-Redonda

Dando continuidade ao Seminário, na sexta-feira (06), no auditório da UTFPR, câmpus Pato Branco, secretários municipais das Secretarias de Assistência Social; Ciência, Tecnologia e Inovação; de Desenvolvimento Econômico; Educação e Cultura; Esporte e Lazer; Saúde, representando todas as demais secretarias do município, apresentaram ao público as vivências das ações que são desenvolvidas em Pato Branco, no âmbito da pessoa idosa, a partir do Programa Cidade Amiga do Idoso e do Programa Estratégia Brasil Cidade Amiga do Idoso.

Na sequência, foi realizada uma mesa-redonda, mediada pela deputada federal, Leandre Dal Ponte, com a participação da Coordenadora na Unidade Técnica da Família, Gênero e Curso de Vida (OPAS/OMS), Dra. Haydee Padilha; do Chefe da Unidade Curso de Vida Saudável da OPS/OMS, Dr. Enrique Vega García; do Chefe do Departamento de Política para a Pessoa Idosa do SEJUF, Dr. Fernando Castellano Junior; do diretor geral da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Nestor Werner Junior; da representante da UTFPR Campus Pato Branco, Dra. Maria de Lourdes Bernartt e da secretária municipal de Assistência Social, Anne Cristine Gomes da Silva Cavali, sobre a temática “Avanços e desafios do envelhecimento ativo no contexto do Programa Cidade Amiga do Idoso”.

A secretária municipal de Assistência Social, Anne Gomes, avalia que o compromisso com o envelhecimento deve partir de uma nova cultura que envolva toda a sociedade. “Observando o que foi debatido e apresentado nesses dois dias de Seminário, se compreende que os maiores desafios para as cidades em relação aos idosos, parte da mudança cultural de todos, como o cuidado com o idoso nas empresas em que trabalham, na fila do banco, nos espaços públicos, além do que já vêem sendo feito em relação à atuação da Prefeitura Municipal, dando assistência ao idoso que tem seus direitos violados, promovendo capacitações para qualificação profissional e ajudando a inseri-los no mercado de trabalho, entre outras ações que são trabalhadas no programa e que são preconizadas pela Organização Mundial da Saúde”, afirma.

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